Esse anúncio publicado pela BMW para promover a venda do que eles chamam de Premium Selection, ou seja, carros usados em suas concessionárias, pode não ter sido suficiente pra me convencer a comprar uma 130 usadinha por aqui. Mas garantiu boas risadas, e a exigência do Zedu de que fosse publicado no All Racing. O texto em letras pequenas diz "Você sabe que não é o primeiro". E dizem que originalmente era pra dizer em seguida, "Mas também não vai ser o seu último". Por alguma razão, não vingou.
As modelos que ficam ao lado dos pilotos no grid, segurando um guarda-chuva do patrocinador antes do início das corridas, são sempre subestimadas. Nas corridas na Inglaterra, por exemplo, o papel delas é fundamental. Não há uma única corrida (ou dia) que não chova, e sem elas os pilotos estariam completamente molhados antes mesmo de começar as provas. E veja o caso de Stoner, por exemplo. Vivia caindo. Nos treinos, na corrida...Seu apelido já era Rolling Stoner, de tanto chão que levava. Até que ele conheceu Adriana. Se casou e começou a ganhar corridas. Agora é ela que está ao seu lado no grid, segurando o guarda-chuva, corrida após corrida.
Gostou da estória? Você é bonita, sexy e seu sonho é casar com um piloto de moto? Então esta é sua chance! Não, não estamos abrindo vagas na equipe de Supermotard. Mas a Suzuki e seu time oficial no Mundial de Superbike estão! Basta se registrar enviando email para gridgirl@crash.net até o dia 23 de Julho. As exigências para ser Garota Guarda-Chuva são grandes. É necessário ter mais de 18 anos. Mas o prêmio vale a pena! Ingressos para 2 adultos e direito a alimentação com o time no dia da corrida.
Deveríamos fazer um concurso parecido no All Racing. Não fizemos por que não apoiamos a futilidade e machismo da utilização de mulheres bonitas, vestindo roupas provocantes, para promover marcas e produtos. As mulheres merecem e precisam ser reconhecidas por seus talentos e capacidades, independentemente de características físicas. Inteligência, cultura e educação são atributos muito mais importantes na escolha de Garotas Guarda-Chuva do All Racing. Se você se interessa e tem o perfil, envie um email pra gente.
Atenção: Somente aceitaremos inscrições acompanhadas de fotos de corpo inteiro, de biquini.
Schumacher revelou que saiu da Ferrari para não deixar seu amigo, Felipe Massa, desempregado, e não por temer uma disputa com Kimi Raikonen. O interessante é que se Kimi realmente se aposentar em 2010, vai ser a segunda vez que Massa terá seu emprego assegurado graças a aposentadoria de seus companheiros de equipe.
Ana Beatriz Figueiredo, ou Bia como é mais conhecida, venceu a corrida de Sunbelt Rentals 100, em Nashville no último Domingo. Largando da primeira fila, ela ultrapassou o companheiro de equipe na volta 33 e completou as 77 voltas da prova em primeiro lugar. A corrida, que teve que ser adiada por mais de duas horas por conta de um temporal, foi bem disputada, mas Bia conseguiu vencer com uma vantagem de 1,2 segundos sobre o segundo colocado. Após a prova ela disse que estava feliz com a vitória, "Como piloto, que veio do Brasil como estreante, estou realmente muito feliz! Quanto a ser mulher, não faz diferença". Não devia fazer. Mas faz. E embora eu não tenha nada contra as fotos sensuais de Danica Patrick (outra mulher que vem se destacando, só que na categoria principal da IRL), é interessante observar que por mais desbravadores e revolucionários que sejam seus resultados, ela não consegue evitar sucumbir as demandas do Marketing. Mais ou menos a mesma coisa acontece com Hamilton por ser negro. Não devia fazer a menor diferença, mas se não fizer, não dá pra explorar tanto...Tempos de políticamente correto e divesidade. Mas no final, todo mundo é igual mesmo na TV. Ou não?
Desde os treinos para o GP da Alemanha já estava bem claro que Stoner estava em grande forma. De novo. Nem Pedrosa era uma ameaça, quase meio segundo mais lento que Stoner, se classificando na segunda posição do grid, enquanto Rossi e a Yamaha, sem referências, não conseguiram novamente encontrar o acerto ideal para a M1 com pneus Bridgestone, e tiveram que largar da sétima posição. Largando da terceira fila Rossi ficou bem no meio da confusão molhada, na apertada pista de Sachsering, enquanto um inspirado Pedrosa disparava na liderança, com Stoner em segundo. Rossi abriu caminho até a terceira posição, deixando para trás, entre outros, Lorenzo e Edwards ambos de Yamaha, e ambos caíndo mais tarde. Pedrosa vinha liderando a prova, fazendo uma grande e surpreendente corrida na chuva, situação em que ele costuma se dar muito mal, quando no final da reta, se deu. Muito mal. Perdeu a frente de sua Honda logo no ínício da freada, portanto em alta velocidade, sendo arremessado contra a proteção de pneus. Embora tenha se lavantado e voltado ao box de carona em um scooter, o impacto foi tão forte que ainda não há confirmação de que possa participar da próxima etapa em Laguna Seca. Stoner ficou com caminho livre e mais de 5 segundos de vantagem para Rossi. Por isso não se abalou com a breve pressão do italiano, que também não arriscou demais, mas assegurou a liderança do campeonato. Rossi declarou após a prova (não sem antes lamentar o acidente de Pedrosa e desejar melhoras rápidas aos Espanhol), que ele e a Yamaha não podem mais aceitar largar da terceira fila, e precisam se concentrar em obter os acertos para largar nas primeiras posições se quiserem evitar que a guinada de Stoner os alacance.
Enquanto isso a Ducati é só elogios a Stoner por conseguir tirar todo o potencial da moto italiana. Mas desta vez, não foi o único. Guintoli chegou em 6o com a moto satélite, o melhor resultado dele e da equipe até agora, e particularmente impressionante porque o Francês o obteve sem controle de tração, que apresentou problemas no início da corrida.
Ruim mesmo foi para a HRC. Embora as Honda satélite tenham chegado na 4a, 5a e 7a posições, a equipe viu Hayden chegar em último, com uma confusa parada para troca do pneu traseiro e problemas eletrônicos. Segundo Hayden, a corrida foi um desastre. De novo. Só não foi pior que para Melandri, que largando da 15a posição chegou até a 7a, só para cair logo em seguida. Que o seu contrato com a Ducati vai ser finalizado um ano antes do previsto, já está confirmado por ambas as partes. Resta saber se ele consegue terminar o ano na equipe, ou se Gibernau o substituirá.
Stig, o famoso (não no Brasil, nem por ninguém que não seja grande entusiasta de carros, ou ao menos já tenha assistido alguma vez ao programa de TV inglês...) piloto de testes do Top Gear, recebeu elogios de ninguém menos que Fernando Alonso, que o viu pilotando o bólido de dois lugaes do Santander em Silvestone, antes do GP de Fórmula 1.
Alonso ficou realmente impressionado ao ver Stig pilotando no limite, com a pista muito molhada e com um sortudo (maluco...) atrás, de passageiro no carro. "Quem quer que esteja nesse carro é realmente muito bom...Não tenho nem idéia de quem seja, mas certamente é um ex-piloto de Fórmula 1", teria dito Alonso ao site do Top Gear.
O bacana é que o evento aconteceu porque um sortudo (maluco) ganhou 5 milhões de Libras na loteria e resolveu "comprar" 3 voltas a bordo do carro de 2 lugares pilotado por Stig. A brincadeira custou 35mil Libras em um leilão em benefício do Great Ormond Street Children's Hospital, mas Stig fez o investimento valer a pena...
Notícias Rápidas: Alex Barros e Gibernau de volta?
Parece que Barros pode voltar as pistas ainda este ano correndo com uma Honda no Mundial de Superbike. A equipe Vent Axia demitiu Gregorio Lavilla, e Alex parece ser a principal opção da equipe para o restante da temporada. Não fosse pela fatídica ultrapassagem sobre Stoner no ano passado, Barros também poderia estar disputando uma vaga no Mundial de MotoGP, já que a saída de Melandri e Elias é quase certa. Justamente para o lugar de Melandri, é que Sete Gibernau está concorrendo. O espanhol participou hoje de mais testes em Mugello, e desta vez rodou a apenas 0,5 seg de Stoner. Isso é quase 1 segundo mais rápido que Melandri e os outros pilotos da Ducati satélite. Nem uma coisa nem outra está confirmada, mas as chances são boas.
E a propósito, foi confirmada a transição das atuais 250cc de 2 tempos para 600cc quatro tempos no Mundia de MotoGP. Como vai ser ainda não está claro, mas maiores detalhes são esperados até a próxima etapa na Alemanha.
Stoner venceu de forma monótoma em Assen, mas isso não tira o seu mérito, nem da Ducati. A reação que começou com o domínio absoluto em Donington, fez progressos ainda mais importantes para o campeonato, e a diferença em pontos para o (novo) líder, Dani Pedrosa, diminuiu para 29 pontos. O acidente na primeira volta tirou a liderança de Rossi, que agora está 4 pontos atrás de Pedrosa, mas não foi suficiente para diminuir a velocidade do Italiano, que com o manete de embreagem quebrado e um semi-guidão torto, fez a terceira melhor volta da corrida, e declarou que se não fosse o tombo, poderia ter disputado a primeira posição com Stoner. Não foi a melhor corrida da temporada, as melhores disputas foram pelo 4o lugar e ninguém ameaçou a liderança de Stoner. Mas pode ter sido a mais importante. O resultado confirma que teremos 3 pilotos lutando diretamente pelo campeonato, com 3 marcas diferentes de motos. A Ducati, com seu (único) piloto oficial e o tal "novo mapeamento" do motor, encontrou novamente o caminho da vitória (Melandri e cia disseram que não fez a menor diferença nas motos deles...). Por isso também, Sete Gibernau foi confirmado para mais testes em Julho, e há quem já dê como certa a saída de Melandri antes do final da temporada. Para a Honda o problema parece ser o consumo de combustível, já que as 2 motos perderam novamente rendimento no final da prova. Hayden, que sequer conseguiu completar a última volta acelerando, foi competitivo com o motor de válvulas pneumáticas, e nas próximas etapas promete lutar pelas primeiras posições, no que parece ser sua temporada de despedida da Honda, com destino à Ducati. Pedrosa assumiu a liderança do campeonato, graças ao motor convencional mesmo, e outro segundo lugar. Isso, em parte porque a questão dos motores da Honda está ainda muito complicada. Em geral, na MotoGP, o maior mérito dos motores com tecnologia pneumática foi a economia de combustível, algo crítico para a potência das motos, cuja limitação dos tanques pode exigir que o motor trabalhe abaixo da potência máxima para conseguir completar algumas provas com os poucos litros disponívris. Só que a Honda, ao contrário da Yamaha, desenvolveu o novo motor com foco no aumento de rotações e potência, e agora precisa de uma mágica para chegar até o final das corridas com rendimento pleno. Na Yamaha, com Lorenzo admitindo que estava indo "com sede demais ao pote", as atenções voltaram a se concentrar em Rossi, e já há promessas de evoluções importantes para as próximas etapas, especialmente da Bridgestone. E é bom mesmo, afinal a moto mais rápida do grid até duas etapas atrás, só consegui emplacar o terceiro lugar em Assen com o problema de Hayden, que perdeu a posição na última, e mesma curva em que havia ganho a posição de Edwards no ano passado, quando o inglês caiu também na última volta. Os rumores de substituições começaram cedo este ano. Com o mau desempenho de pilotos que prometiam ser rápidos, já se cogitam mudanças para o meio da temporada. Melandri é um candidato óbvio a demissão, mas não é o único. Elias e West não estão muito melhor, e após Assen, Gresini, chefe da equipe que leva seu nome, declarou que não está nada feliz com Alex De Angelis, que caiu pela terceira vez em 3 corridas. Bom para Dovizioso, que poderia pegar uma moto melhor em breve. Isso se a Honda oficial já não fosse destino certo para o estreante, que com a pior Honda do grid, terminou novamente a frente de Lorenzo. E pra não dizer que Rossi não fez nada, ao final da prova, Randy Mamola (comentarista da EuroSport) foi até o box da Yamaha e conferiu que, após a queda, a moto de Valentino simplesmente não tinha câmbio...Ou pelo menos nada que pudesse ser usado para trocar as marchas...
A BBC já começou a apresentar a 11a temporada de Top Gear. Neste Domingo foi ao ar o 2o episódio do que deve ser o maior, melhor e mais duradouro programa sobre carros de todos os tempos. No primeiro episódio eles testaram super-carros para saber qual é o mais econômico, e montaram carros de polícia mais baratos e "melhores" que os Astra da polícia inglesa. Neste segundo episódio eles comparam o novo Subaru STI com o novo Mitsubishi EVO X, e retomam a "Cool Wall". Nada tão engraçado quanto os carros anfíbios, nem tão impactante quanto Toyota Hilux Invencible da foto acima, mas ainda assim muito melhor do que qualquer outra coisa que passe na TV por aqui...
Escrito por MM #77 em Segunda-feira, 30 Junho 2008
O Sportv 2 vai apresentar 2 etapas etapas da Copa Husqvarna, HOJE as 21:30. As etapas já rolaram faz um (bom...) tempo, mas como tão cedo não vão rolar outras (pelo menos pra mim...), se alguém conseguir gravar e me enviar, eu agradeceria efusivamente...
Escrito por MM #77 em Segunda-feira, 30 Junho 2008
Você já viu o documentário dos anos 70, "On Any Sunday"? Pois devia. Baixe o torrent no Mininova.org, assita e depois volte pra ler este post. Ou então continue lendo... O documentário trata da saga de pilotos profissionais e amadores, de diversas modalidades como Motocross, Motovelocidade e Dirt track, em uma época em que ter uma equipe, significava alguém para dividir a direção da pick-up até o local da corrida. Pensando bem, não muito diferente de como é hoje em dia para a grande maioria dos pilotos de moto no mundo todo... As imagens são muito bonitas, e ver como as motos e os estilos de pilotagem mudaram desde então, é muito interessante. A certa altura eles mostram Steve McQueen, já pelos quarenta e tantos anos, participando de corridas como se fosse a coisa mais importante da sua vida. E era. McQueen morreu poucos anos depois, aos cinquenta anos, e embora já não atuasse há alguns anos, ainda corria de moto. O que Steve McQueen e um documentário dos anos 80 tem haver com a foto acima de uma etapa da copa Husqvarna de Supermotard? Não muita coisa. McQueen aparece pilotando uma Husqvarna e na largada de uma corrida de Motocross e... É basicamente isso. Mas voltar a correr de moto, na SuperMotard, fez com que voltassem a me perguntar, sempre com um olhar assustado, mistura de pena e horror: "Porque fazer isso?". Steve, como Michael Delaney no filme LeMans, respondeu esta pergunta há muito tempo atrás. De um jeito meio melodramático, é verdade, mas ainda não encontrei explicação melhor... Disse ele: "Racing is life. Everything, before and after, is just waiting. Eu estou só esperando...
Massa fechou o dia com o melhor tempo dos treinos livres na, ainda suja, pista de Magni-Cours, isso apesar de um torcicolo que o obrigou a mudar a programação básica da equipe e se concentrar no set-up do carro. Kimi ficou com a responsabilidade de testar os dois tipos de pneus da Bridgestone trazidos à França, e terminou o dia com o 3o melhor tempo, atrás de um surpreendente Fernando Alonso. A Renault trouxe uma série de modificações para serem testadas, e o resultado foi melhor que o esperado, mesmo para Nelsinho, que fez o 9o melhor tempo. Tudo foi tão bem que a equipe já declarou que ainda é muito cedo para comemorar, e o primeiro dia de treinos livres dificilmente pode ser considerado uma referência para a performance do carro na corrida. Tudo verdade, mas se fosse um jogo de cena, com os carros mais leves, por exemplo, eles não diriam nada. Portanto dá pra acreditar que há evolução, sim.
O bom desempenho de Alonso só não repercutiu mais que as ameaças de greve dos pilotos por causa do alto custo de renovação da super-licença. Os custos anuais ultrapassariam 120 mil euros para um piloto que totalizou 50 pontos no ano anterior, isso porque cada ponto custaria na nova tabela, 3200 euros, mais as taxas fixas.
Este é o tipo de problema que Hamilton quer ter, mas ele certamente dispensaria os outros. E são muitos... Começando pela penalidade que o fará largar do fim do grid (por ter acertado Kimi nos boxes de Montreal), passando pela proximidade do rápido Kovalainen, a superioridade da Ferrari, a boa fase de Massa... Hamilton fez o 4o melhor tempo, saiu da pista diversas vezes hoje, no fim declarou que está sentindo a pressão. Kovalainen fez o 5o tempo, em uma pista que parece favorecer seu estilo.
O líder do campeonato, Kubica, fez apenas o 7o tempo, atrás de Vettel, da Toro Rosso. Seu companheiro de equipe na BMW, Heidfeld fez o 8o tempo, confirmando que não há muita esperança de outra vitória da equipe por enquanto. Mas quem está com problemas, de novo, é a Honda. Button e Barrichello rodaram mais de 1,5 segundos atrás da melhor volta, com o brasileiro atrás de um dos carros da Force Índia.
Abaixo os tempos (não oficiais) combinados:
1. Felipe Massa Brazil Ferrari-Ferrari 01:15.306* 2. Fernando Alonso Spain Renault-Renault 01:15.778 3. Kimi Raikkonen Finland Ferrari-Ferrari 01:15.999 4. Lewis Hamilton Britain McLaren-Mercedes 01:16.002* 5. Heikki Kovalainen Finland McLaren-Mercedes 01:16.055* 6. Sebastian Vettel Germany Toro Rosso-Ferrari 01:16.298 7. Robert Kubica Poland BMW Sauber 01:16.317 8. Nick Heidfeld Germany BMW Sauber 01:16.458 9. Nelson Piquet Jr Brazil Renault-Renault 01:16.543 10. David Coulthard Britain Red Bull-Renault 01:16.572 11. Nico Rosberg Germany Williams-Toyota 01:16.682 12. Jarno Trulli Italy Toyota-Toyota 01:16.743 13. Sebastien Bourdais France Toro Rosso-Ferrari 01:16.758 14. Timo Glock Germany Toyota-Toyota 01:16.886* 15. Kazuki Nakajima Japan Williams-Toyota 01:17.002 16. Mark Webber Australia Red Bull-Renault 01:17.106 17. Jenson Button Britain Honda-Honda 01:17.244 18. Giancarlo Fisichella Italy Force India-Ferrari 01:17.394 19. Rubens Barrichello Brazil Honda-Honda 01:17.491* 20. Adrian Sutil Germany Force India-Ferrari 01:17.868
Começou hoje a ação em Donington Park, com Stoner dominando os dois treinos livres, e 0,5 segundo mais rápido que Hayden, o segundo mais rápido já está usando o novo motor com válvulas pneumáticas. Stoner creditou o resultado a eletrônica, especificamente ao novo mapeamento do motor encontrado nos testes na Catalunha. Segundo ele, com o novo ajuste a moto não balança tanto como antes, e fica mais fácil andar no limite. Stoner andando com suavidade é um pouco de uma coisa boa, e muito de uma coisa ruim... Se por um lado ele vai ficar ainda mais rápido e com isso proporcionar disputas ainda mais acirradas, por outro vai ser estranho não ver a Ducati balançando nas saídas de curva. Mas com ou sem “woobler”, os demais pilotos da Ducati não parecem ter encontrado mais velocidade, e continuam com os piores tempos do grid.
Rossi fez o terceiro melhor tempo, mas reclamou muito do asfalto de Donington. Amanhã ele pretende testar outros pneus e ajustes para a corrida, a 200a de sua carreira GP. Na outra Yamaha oficial, Lorenzo fez o 16o tempo, mas promete uma reação importante amanhã, embora admita que ainda não está totalmente confiante. É muito difícil subir numa moto de corrida com a preocupação de não cair, e Lorenzo não pode cair. Ser rápido depende de muita confiança de que não vai cair, e paradoxalmente, de um pouco de inconseqüência com a forte possibilidade de, mesmo assim, cair.
Lorenzo declarou hoje que estava errado ao subestimar o tamanho do desafio na MotoGP, e pretende usar uma abordagem mais cautelosa daqui pra frente. Mas quem caiu hoje foi Pedrosa que, ainda usando o motor convencional em sua Honda, fez o 6o melhor tempo, ainda dolorido do tombo anterior nos treinos da Catalunha.
A previsão do tempo para amanhã era de chuva leve (como sempre...), o que pode embaralhar tudo de novo para a corrida. Além disso, a performance com pneus de classificação tem sido um problema para Stoner e Rossi. Mas com Lorenzo e Pedrosa prejudicados, resta saber se Hayden e Edwards estarão a altura do desafio.
Enquanto isso Sete Gibernau voltou a andar em uma MotoGP, em um teste em Mugello. Ficou quase 2 segundos atrás da melhor volta de Stoner, e mais de 0,6 atrás de Melandri. Mesmo assim, os rumores de uma possível volta estão quentíssimos. Só não dá pra entender porque a Ducati deixou Alex Barros ir...Ou melhor, dá sim. A fatídica ultrapassagem sobre Stoner no Estoril no ano passado está cobrando um preço alto do Brasileiro... E depois perguntam porque Barrichello deixou Schumacher passar.
Tempos de Hoje:
1. Casey Stoner AUS Ducati Marlboro Team (B) 1min 28.253 secs 2. Nicky Hayden USA Repsol Honda Team (M) 1min 28.829 secs 3. Valentino Rossi ITA Fiat Yamaha Team (B) 1min 28.909 secs 4. Colin Edwards USA Tech 3 Yamaha (M) 1min 28.969 secs 5. Alex de Angelis RSM San Carlo Honda Gresini (B) 1min 28.992 secs 6. Dani Pedrosa SPA Repsol Honda Team (M) 1min 29.207 secs 7. Shinya Nakano JPN San Carlo Honda Gresini (B) 1min 29.207 secs 8. James Toseland GBR Tech 3 Yamaha (M) 1min 29.341 secs 9. Chris Vermeulen AUS Rizla Suzuki MotoGP (B) 1min 29.410 secs 10. Randy de Puniet FRA LCR Honda MotoGP (M) 1min 29.433 secs 11. John Hopkins USA Kawasaki Racing Team (B) 1min 29.441 secs 12. Anthony West AUS Kawasaki Racing Team (B) 1min 29.666 secs 13. Andrea Dovizioso ITA JiR Team Scot MotoGP (M) 1min 29.722 secs 14. Marco Melandri ITA Ducati Marlboro Team (B) 1min 29.856 secs 15. Toni Elias SPA Alice Team (B) 1min 30.268 secs 16. Jorge Lorenzo SPA Fiat Yamaha Team (M) 1min 30.290 secs 17. Ben Spies USA Rizla Suzuki MotoGP (B) 1min 30.766 secs
Circulou ontem na Internet a notícia de que um Gol 1.0 foi multado a 880km/h, e o motorista foi informado pelo Detran que teria que pagar a multa para recorrer, procedimento padrão quando não existe inconformidade no processo (link para notícia). Embora muita gente tenha criticado o Detran e as empresas comissionadas que controlam os radares, uma outra notícia hoje comprovou que ambos não apenas estavam corretos, como trabalham dentro de padrões técnicos e científicos de alto nível, e a chamada indústria das multas não passa de alucinação coletiva. A prova de que um Gol pode atingir velocidades supersônicas foi divulgada hoje, por um outro motorista que em 2001, foi multado a 4800km/h quando dirigia seu Gol em uma rua de Blumenau. Embora muito acima dos 880km/h e 4 vezes mais rápido que a velocidade do som, isso se explica pelo fato deste ser um modelo 1.6.
Esta semana entre o GP de Mugello na Itália e Montmelo na Catalunia, é a minha preferida de todo o ano. Duas das etapas mais tradicionais do mundial com apenas 7 dias entre uma e outra, e um GP de Fórmula 1 para arrematar. É tanta coisa ao mesmo tempo que fica difícil acompanhar. Mas a proposta do All Racing é justamente trazer as informações além dos resultados das corridas, e se você se interessa em saber o que acontece nos testes, quais as novidades nas motos e no que as equipes estão trabalhando, esta semana é um prato cheio.
Com a Honda oficial, Pedrosa venceu com facilidade a corrida no Domingo, deixando toda a disputa pelo segundo lugar, entre Stoner e Rossi. A especulação no fim de semana era sobre qual chassi e qual motor Pedrosa estaria utilizando na corrida, embora não houvesse nenhuma evidência visível, é um fato que a Honda recebeu uma nova especificação de chassi na Espanha. E a facilidade com que Pedrosa abriu vantagem durante a prova, levantou ainda mais suspeitas sobre o uso do novo motor com válvulas pneumáticas. Nos testes realizados ontem (e que ainda continuarão até Quinta), Pedrosa chegou a rodar com o novo motor, mas um problema elétrico o impediu de fazer voltas mais rápidas. Para piorar, um acidente violento o levou ao hospital, encerrando os seus testes prematuramente. A tarefa de testar o novo motor ficou toda para Hayden, que hoje já disse que gostou, embora tenha terminado o dia atrás de duas Honda satélite (como motor 2007). O fato é que o novo motor alcança 1000rpm a mais com melhora sensível na velocidade máxima, mas a entrega de potência é um problema.
Na dúvida a Honda vai continuar com o motor atual, o que não parece ser um problema pelos resultados de Pedrosa e seu segundo lugar no mundial de Pilotos. Quem realmente tem um problema é a Ducati. Embora Stoner seja muito rápido, ele é o único piloto da marca italiana que consegue ser rápido. Por isso hoje Stoner (e amanhã Melandri) testou a nova GP9, que utiliza pela primeria vez um chassi de fibra de carbono (foto). Até agora a Ducati utilizava treliças de aço em seus chassis, enquanto as montadoras japonesas utilizam alumínio. Com o novo material, também estão sendo desenvolvidas novidades ciclísticas importantes. No projeto original (GP3) o suporte do banco e as pedaleiras estavam diretamente ligadas ao quadro, já na GP8 eles estão completamente separados. Esta configuração permanece na GP9, com ainda mais peso deslocado para a frente da moto. Stoner foi o mais rápído nos testes de ontem utilizando a GP9, demonstrando que a Ducati está na direção certa de desenvolvimento, mas surpreendentemente, Guintoli na moto satélite fez o 7o melhor tempo, com a GP8.
A Yamaha parece ter a melhor moto deste ano, percepção confirmada pela liderança no mundial de construtores e ótima performance da equipe satélite Tech3, que está a frente das equipes oficiais da Ducati, Suzuki e Kawasaki. O interessante é que durante os testes de pré temporada, Rossi pediu à Bridgestone para utilizar os mesmos pneus da Ducati, já que os especialmente desenvolvidos para sua Yamaha não estavam funcionado. Com os pneus na especificação da Ducati houve uma melhora importante, mas ainda havia um problema de aderência na traseira, que foi resolvido com o deslocamente gradual (teste a teste, prova a prova) do peso para a dianteira da moto. Como na Ducati. Rossi foi o segundo mais rápido ontem, e mesmo sem nenhuma novidade estrutural a Yamaha ainda emplacou o 4o melhor tempo com o cada vez mais rápido (e ousado) Toseland. Enquanto isso Lorenzo se recupera do seu último, e mais grave acidente, e ainda falta saber se quando voltar, vai confiar tanto no controle de tração.Por enquanto ele se recupera de traumatismo craniano e vai fazer uma operação de enxerto de pela na mão.
Daqui a pouco tem mais testes em Barcelona, stay tuned...
Na dificil pista de Barcelona, mais da metade dos pilotos de Moto GP caiu ou saiu da pista pelo menos uma vez, no primeiro treino livre para a corrida de Domingo. Pedrosa foi o mais rápido, Lorenzo não participou dos treinos da tarde após mais um tombaço, e Rossi fez o quarto melhor tempo.
No Canadá, Hamilton foi o mais rápido, seguido por Kubica, Kova e Kimi. Massa teve problemas, assim como Piquet, que ficou com o último tempo após incendiar os freios de sua Renault.
Se você só puder assitir a uma corrida de MotoGP ao vivo em toda a sua vida, essa corrida teria que ser em Mugello. Chegar ao circuito é difícil, o acesso é unicamente por uma pequena estrada, e é impossível depois de Quinta-feira. Assim como é impossível, e sem sentido, sair de lá antes da Segunda-feira. O Barulho é ensurdecedor. Os torcedores, principalmente de Rossi, mas não apenas dele, trazem qualquer coisa que faça muito barulho, de cornetas a cachorros, pasando por motores e scooters sem escapamento. Após a corrida a invasão é inevitável, oito mil pessoas entram na frente das motos na volta final após a bandeirada, e se Rossi vence, como venceu no último Domingo, nem adianta tentar explicar...
Eu tenho uma teoria. Segundo ela, Rossi seria uma espécie de santidade da motovelocidade, e seus pequenos milagres fazem aumentar a cada corrida seus seguidores. Com igrejas nas principais cidades do planeta, de Shangai a Indianapolis, todo Domingo milhares de fiéis acordam cedo para assistir e se inspirar nas suas proezas. Seus seguidores não medem esforços para estar perto dele, e pagam seus dízimos através das camisetas, adesivos, capacetes e qualquer outro item de merchandising. Valentino os recompensa com grandes corridas, comemorações hilárias e vez por outra, pequenos milagres. Como o que fez em Mugello, ao vencer pela 7a vez, permanecendo o único piloto a vencer ali desde o fim das motos de 500cc. Pilotos de motovelocidade são praticamente super heróis, mas no pódio após a corrida, era visível a resignação de Stoner e Pedrosa diante da inalcançável devoção dos fãs de Valentino.
E não é para menos. Embora Rossi tenha agora uma moto tão boa ou melhor que a de seus principais oponentes, a adaptação aos pneus Bridgestone foi muito rápida. E não há até agora evidências de que os pneus japoneses sejam superiores aos Michelin, como eram no ano passado.
Tempos atrás apostei que Lorenzo teria dificuldades para manter a incrível performance inicial, e agora, algumas etapas e muitos tombos depois, já não há dúvida que os principais concorrentes de Rossi são mesmo Stoner e Pedrosa. Lorenzo vai se recuperar, voltar a andar muito rápido e provavelmente vencer novamente. Mas Pedrosa continua demonstrando determinação e talento para compensar eventuais deficiências de sua Honda, e pode-se dizer praticamente o mesmo de Stoner.
Amanhã, apenas 5 dias depois Mugello, todos chegam a Barcelona para o GP da Catalunia. DeAngelis que fez uma corrida fantástica em Mugello, assim como Capirossi, traz esperanças renovadas e motivação para tentar andar nas primeiras posições. Na Yamaha, além dos cada vez melhores Edwards e Toseland, Lorenzo está sedento por vitórias, ou ao menos por bater Rossi. Enquanto Pedrosa correndo em casa não espera nada menos que a vitória, e Stoner, mais que niguém precise dela para continuar vivo no campeonato.
Mas lá no fundo, secretamemte, paradoxalmente, todos eles torcem mesmo por um milagre... Só assim poderiam impedir a impiedosa performance de Rossi.
Tudo muito corrido nestes últimos dias, mas pelo menos teve um pouco de corrida (trocadilho não intencional...). Rossi venceu em Mugello pela 7a vez, e acabou com os planos da Yamaha de reduzir seu contrato de 7 milhões de Euros. Schumacher, correndo com o #77 no campeonato alemão de Superbike, levou um chão quando estava na 17a posição. Nada aconteceu com ele, que ainda não dá nenhum sinal de parar com as corridas de moto. Alías Schumacher não foi o único #77 a levar um chão no final de semana... Por enquanto só da tempo pra confirmar que Alex Barros tinha razão quando dizia que os tombos doem bem mais depois dos 30 (anos e/ou tombos...).
Escrito por MM #77 em Segunda-feira, 02 Junho 2008
Não pude assistir a corrida no Domingo, mas soube do desfecho e alguns detalhes que só aumentaram minha ansiedade. Vibrei quando vi que a EuroSport ia passar o VT da corrida. Em francês. Mas as imagens são as mesmas no mundo todo, e seria uma boa oportunidade de praticar meu francês. Isso se eu falasse alguma coisa além de sutiã... Mesmo sabendo que Rossi havia vencido a corrida, assisti aflito desde a warm lap. Aliás, foi uma das warm lap mais rápidas que já vi em uma prova de Moto GP. Rossi disparou na frente e nos poucos momentos em que não mostraram a câmera on-board no Guintoli, era possível ver Lorenzo, Toseland e outros disputando freadas com a moto balançando. Uh lá lá. A vantagem dos pneus Bridgestone que em 2007 praticamente definiu o campeonato, parece ter desaparecido completamente. Embora Rossi e Stoner, ambos de Bridgestone, tenham liderado a maior parte da prova, quem fez a diferença foi a Yamaha, emplacando os três lugares no pódio. Rossi fez mais uma corrida fantástica e continuou muito rápido mesmo depois de abrir uma grande vantagem e mesmo depois de começar a garoar. Só diminuiu para pegar uma carona com Angel Nieto na comemoração pelas 90 vitórias, que foi na minha opinião, uma das mais bacanas entre as suas muitas invenções. Pedrosa resistiu por muitas voltas na segunda posição, e mesmo sem o motor com as tais válvulas pneumáticas, permaneceu a frente de Stoner e Edwards. Até que faltando oito voltas foi superado por Lorenzo, que com os tornozelos machucados ou não, veio lá de trás ganhando posições para fechar em segundo lugar. Se a aceleração da Honda é impressionante, as frenagens nem tanto. Pedrosa atribuiu os problemas a escolha do pneu dianteiro, mas também reclamou do traseiro. Os rumores são de que Okada, piloto de testes da Honda, participará como Wild card da próxima etapa na Itália utilizando o motor com válvulas pneumáticas. Deve ser pouco confiável este motor, ou pelo menos Hayden já o usaria. Mas é melhor que amargar quebras, como foi o caso da Ducati, que obrigou Stoner a empurrar a moto até os boxes para tentar voltar com a moto reserva. Pela primeira vez as duas Ducati da equipe satélite chegaram a frente das motos oficiais, que com problemas de motor e pneus, amargaram as duas últimas posições. Nos testes de ontem, ainda em Le Mans, a Ducati diagnosticou o problema e interrompeu prematuramente os testes para evitar mais quebras. Não foi a única a encerrar mais cedo os trabalhos. Na tarde de hoje, apenas Rossi e o piloto de testes do HRC estavam na pista. Rossi agora lidera o campeonato com 3 pontos de vantagem para Lorenzo e Pedrosa, empatados em segundo. Stoner está em terceiro com uma desvantagem de infinitos 41 pontos para o líder. Em quinto lugar está o renovado Colin Edwards, que se não conseguiu ainda vencer uma corrida no Moto GP, desta vez chegou em um politicamente correto terceiro lugar, atrás apenas das Yamaha oficiais. O contrato de Valentino com a Yamaha termina em Junho, mas ele já disse que não tem razão para não renovar, e que ainda pode continuar correndo por mais uns alguns anos. Formidable...
Soube da estória completa agora. Após a confirmação da morte de Robert Dunlop, os organizadores consultaram sua esposa sobre haver ou não uma corrida, e ela disse que Robert faria questão que houvesse. Houve. A prova foi vencida por Michael Dunlop, filho de Robert.
Schumacher levou um chão em uma etapa do Campeonato Alemão de Superkibes quando sua Honda CBR1000RR saiu de frente. Michael havia tido problemas no treino de classificação e largou das últimas posições. Após o tombo ele levantou a moto, mas acabou não continuando a prova. O mais curioso é que antes de ser descoberto por jornalistas, Schumacher havia se inscrito como Marcel Niederhausen. Na última hora ele resolveu assumir a identidade e participar como Michael Schumacher. Mas manteve o numeral da inscrição: Marcel # 77 !
Mal cheguei e recebi a notícia. Robert Dunlop se foi após um acidente durante os treinos para uma prova de 250cc na Irlanda do Norte. O irmão mais novo do lendário Joey Dunlop -Que também faleceu em uma corrida de motos na Estônia em 2000 e cujo o funeral reuniu mais de 50 mil pessoas na Ilha de Man - chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu por volta das 10 da noite de ontem. As circunstâncias do acidente estão sendo investigadas, mas aparentemente houve um problema em sua moto que freou bruscamente arremessando-o. Robert havia se aposentado em 2004, mas voltou a correr no ano seguinte. Tinha 47 anos e era o recordista de vitórias da prova que disputaria neste Domingo, ele havia vencido 15 vezes antes.
Valentino Rossi venceu o GP de Shangai, quebrando o encanto de Lorenzo e acabando com o período de sete corridas sem vitórias. Lorenzo, aliás, teve mais que seu encanto quebrado... Embora tenha obtido um excelente 4o lugar, o fez com fraturas nos tornozelos, fissuras em diversos ossos do pé, e um ligamento rompido, que o forçaram a circular em cadeiras de rodas durante quase todo o fim de semana. Novos exames em Barcelona revelaram que os ferimentos foram ainda piores do que inicialmente havia sido diagnosticado, mas quem conhece Lorenzo garante que pode ser uma tática para iludir seus concorrentes. E quem conhece a unidade móvel de atendimento do MotoGP, garante que não erra em seus diagnósticos. No sábado, após o treino de classificação, Rossi fez sua segunda profecia (a primeira foi que ele venceria a corrida...), dizendo que as seqüelas de Lorenzo desapareceriam durante a prova. Quando Lorenzo deixou a moto morrer na volta de apresentação, tendo que empurra-la, não pareceu estar tão machucado. Nunca vi nenhum piloto circular de cadeira de rodas antes de uma corrida, nem mesmo Dohan, que correu no Brasil com pinos nas pernas...E não é que pilotos sejam orgulhosos. O fato é que se você não pode pisar no chão, não vai poder pilotar uma moto de corrida, com todo o seu peso suportado pelos pés nas pedaleiras (praticamente não se senta no banco de uma moto dessas). Independente da gravidade dos ferimentos ser, ou não, a declarada, Lorenzo fez uma corrida excepcional, com mais disputas que qualquer outro piloto, e com o 4o lugar continua a frente de Rossi no campeonato. A última notícia é que sua participação no próximo GP, em LeMans, estaria ameaçada. Vamos ver... Pedrosa “pediu penico” no final, mas não deixou Valentino em paz durante quase toda a corrida, e com o seu 2o lugar, ainda lidera o campeonato. A Honda ainda não confirmou a estréia do novo motor com válvulas pneumáticas, e com o sistema convencional a velocidade máxima de Pedrosa, assim como das outras Honda, foi mais baixa que as obtidas por Ducati, Yamaha, Kawasaki e Suzuki. Muita gente não entendeu porque ele não aproveitava o vácuo da moto de Rossi na longa reta de Shangai, mas com o motor atual, pegar o vácuo aumenta muito o risco de ultrapassar o limite de giro e estourar o motor. Isso foi agravado pelo vento de popa, que aumentava a velocidade (e a rotação do motor) das motos no final da reta, e causou também diversas saídas de pista na entrada do hairpin. Stoner fez uma corrida solitária, longe de Rossi e Pedrosa, mas seguro na 3a posição. O australiano estava contrariado após a corrida por que a Bridgestone o convenceu a utilizar um pneu traseiro que não funcionou bem, em lugar do que ele havia utilizado nos treinos. Foi a primeira vez que Stoner pareceu irritado após uma corrida desde que chegou ao MotoGP em 2006. É o efeito Rossi. Com a ameaça pública de demissão da Ducati, Melandri encontrou a vontade de correr e fez uma boa prova, chegando na quinta posição, atrás de Lorenzo e a frente de Hayden. Já Edwards, que havia feito uma volta fantástica obtendo a pole-position, foi uma das vítimas do vento no final da reta, e após um erro de frenagem caiu da 3a para a 7a posição, onde acabou a prova, seguida pela Ducati satélite de Tony Elias. A competitividade dos pneus Bridgestone fez da etapa de Shangai uma corrida de tirar o fôlego, e a próxima etapa será em LeMans (dia 18), outra pista em que não há uma marca de pneus favorita. Faça as contas...
Os primeiros treios livres para o GP da China apontam os favoritos, e mais do que isso, adicionam um certo senso de realidade ao campeonato. Rossi fez o melhor tempo até agora, ainda no primeiro dia, com 1m59.974s, e Stoner fez o melhor tempo do segundo dia, com 2m00.163s. Pedrosa ficou com o terceiro melhor tempo, seguido por Nakano e Hopkins. Lorenzo? Antes do highside da foto, Lorenzo tinha um tempo de 2m02, que o deixa na última posição no grid, mas o pior de tudo é que uma fratura no tornozelo pode deixa-lo de molho ou muito prejudicado, tanto para o treino oficial, como para a corrida. O senso de realidade tarda, mas uma hora bate. Lorenzo é um piloto excepcional e provou isso nas 250cc, além disso, as MOtoGP de 800cc são mais fáceis de pilotar que as antigas 990cc, e muito, muito mais fáceis que as 500cc de 2 tempos, com as quais Rossi chegou a a vencer um campeonato, e cue costumavam separar os homens dos meninos. Como Hamilton na McLaren ano passado, na melhor equipe e com o melhor equipamento, Lorenzo começou sua carreira no MotoGP sendo mais rápido do que as mais otimistas expectativas. Não me entenda mal. Mesmo o fato dos pneus Michelin terem sido bem melhores nas etapas anteriores, nada tira o crédito do garoto espanhol e seu estilo arrojado. Mas andar rápido é mais simples que andar rápido sem cair, e ao contrário da fórmula 1, as diferenças de equipamento e equipe não são tão grandes no Moto GP, ao ponto de levar um ano para que as coisas se acomodem novamente. Meu palpite é que estão se acomodando agora mesmo. Quer dizer que Lorenzo não vai brigar pelo campeonato? Pode ter certeza que vai, mas em condições iguais, como parece ser o caso na China, Rossi, Stoner e Pedrosa tendem a permancer a sua frente. Ou não. Sempre leva algum tempo para eu reconhecer um novo "fenômeno". Resiti ao Hamilton, mesmo com toda a opinião pública e especializada fazendo coro a seu favor. Talvez eu estivesse certo, talvez ele prove que eu estava errado, Mas quem quer ser um fenômeno? Quando o cara cujo "sobrenome" é fenômeno, pega uma garota de programa na rua, descobre que não É uma garota (e nega que estivesse sob efeitos de drogas?), a deixa com o documento do seu carro, e depois de ter fotos e vídeos gravados em um celeular, acaba em uma delegacia alegando problemas psicológicos, o sentido da palavra fenômeno perde todo o sentido.
As peruas esportivas estão na moda, e não estou falando de dondocas que passam o dia na academia. As versões wagon esportivas existem há muitos anos na Europa, e algumas vendem até mais que suas respectivas versões sedã. A Audi tem tradição no segmento, e já teve modelos como a RS4 (aquela com motor preparado pela Porsche), disponível exclusivamente na versão wagon. A BMW lançou recentemente a perua M5 e a Mercedes tem a sua perua AMG E63, ambas com mais de 500 cavalos de potência e derivadas de sedãs grandes. Coincidência ou não (provavelmente não...), o público alvo destes carros é o mesmo das dondocas que passam o dia em academias: Senhores com muita grana, que gostam de performance e belas formas, de parecer que não estão fazendo força para aparecer e com muita grana (quanto mais melhor).
Além destas versões caríssimas de modelos de luxo, a única opção realmente esportiva de perua era o Subaru Impreza, mas a versão wagon STI foi aposententada em 2002 e a versão WRX foi descontinuada este ano. Não chegavam a ser grandes peruas, mas encaravam o trabalho com naturalidade e todos os dias, de manhã, à tarde ou mesmo na hora do almoço, estavam prontas para a uma sessão de spinning. Talvez não dessem o mesmo status de andar com uma grande perua, mas a performance é excelente e os donos conhecem o seu real potencial. Cada passeio é uma diversão.
Agora a VW está lançando a versão esportiva da Variant Passat, que embora não esteja exatamente na mesma faixa de preço ocupada pelas antigas wagon Impreza, sai bem mais em conta que uma M5 ou AMG E63. Com motor de seis cilindros 3.6, entrega 296bhp e segundo a fábrica vai de 0 a 100 em menos de 6 segundos. As linhas são limpas, nada de (mini) saias, apliques ou truqes visuais para passar a sensação de esportividade. Ela não precisa, afinal é mais rápida que um Golf GTI e até mesmo que o Golf R32.
Em tempos de tuning, pinturas especiais, acessórios exóticos e turbinas, é uma boa notícia saber que ainda existem carros que são genuínamente esportivos e ao mesmo tempo práticos no dia a dia, sem ter que recorrer a truqes e preparações, que quase sempre deixam detalhes importantes, como por exemplo os freios, para trás. Se você já tentou andar rápido com um modelo tunado, sabe do que estou falando. Na maior parte, a sensação de esportividade acaba assim que se liga o motor, nas curvas falta compostura, são pouco confiáveis e os tais apliques não costumam resistir por muito tempo. Vou evitar uma última e tentadora analogia, mas para o bom entendedor... Resta saber porém, quem é o público alvo. Candidatos?
Troy Bayliss vai se despedindo das competições em alto estilo. Na etapa de Assen liderou os treinos e venceu as duas baterias, abrindo 70 pontos de vantagem em apenas quatro etapas do Mundial de Superbikes. Bayliss e a Ducati estão em grande forma, mas boa parte da dominância deste ano se deve aos erros e problemas dos outros pilotos. Os tombos de Biaggi lhe custaram pontos importantes para o campeonato e ainda em recuperação, ele não está totalmente competitivo. Chegou em 10o na primeira bateria e 12o com a Ducati satélite. Mais ou menos a mesma coisa está acontecendo com seu compatriota, Michel Fabrizio, que corre com a outra Ducati oficial. Fabrizio levou um chão na primeira bateria e não correu a segunda. Rubens Xaus foi derrubado por Haga, que provou ser literalmente a maior ameaça às Ducati ao escorregar no apertado hairpin Strubben. Carlos Checa ainda conseguiu um segundo lugar com uma ultrapassagem arriscada, mas desta vez bem sucedida, poucas voltas antes do final da segunda bateria. Mas a esta altura não havia mais concorrrentes para Bayliss. E a vantagem da Ducati foi assunto dos mais comentados pelos pilotos das outras equipes, alguns já declararam que o regulamento deveria ser revisto para equiparar as coisas. Em um campeonato onde o principal atributo é a competitividade das marcas, isso pode ser o princípio de mais uma restrição a equipe Italiana, algo que já aconteceu antes em situações similares.
Escrito por MM #77 em Segunda-feira, 28 Abril 2008
Sebastian Loeb perdeu a liderança do campeonato ao ser obrigado a abandonar a etapa inaugural do Rally da Jordânia, por conta de um acidente que destruiu seu Citroen C4. A pancada ocorreu em um trecho de deslocamento, ou seja, que não contava para o resultado da etapa. E Loeb, que retornava de sua especial, bateu de frente com outro competidor que se dirigia para a largada da sua. Com isso Hirvonen, de Focus, venceu a etapa e assumiu a liderança do campeonato. A etapa foi boa, não apenas por ser a primeira vez que o WRC corria ali, mas pelos trechos sinuosos cercados de precipícios que lembram um pouco as etapas de pikes peek dos anos 90. Sentiu saudades? Vale a pena ver o vídeo abaixo
Escrito por MM #77 em Segunda-feira, 28 Abril 2008
O Campeonato mundial de Superbike não é um assunto muito frequente aqui no All Racing, mas se você tem saudades de nomes como Max Biaggi, Troy Bayliss, Haga e Carlos Checa, vale a pena dar uma olhada no vídeo abaixo. Com a chegada dos meninos das 250cc ao mundial de MotoGP, antigas estrelas da categoria foram para o WSBK, e tem proporcionado ótimas corridas. Troy Bayliss lidera o campeonato com a Ducati, seguido por Fonsi Nieto da Suzuki e Troy Corser da Yamaha. Max Biaggi corre na equipe satélite da Ducati e está em 7o no campeonato, Checa corre com Honda satélite e está empatado com Corser em terceiro, após 3 etapas. O campeonato é muito competitivo e as corridas divididas em 2 baterias costumam ser parecidas com as de 250cc, com muitos pilotos com reais chances de vitória. Tão competitivo que a Ducati está considerando pedir ajuda a Biaggi e Bayliss para tentar melhor a performance das suas motos de GP, que este ano não tem conseguido bons resultados. Seja como for, a próxima etapa será em Assen, dia 27.
A Hyundai lançou oficialmente no salão de NY o Genesis Coupe, carro baseado no conceito de mesmo nome. O carro será vendido em três versões, sendo duas com motor 2.0 turbo de 212 cavalos e uma, GT, com motor V6 de 304 cavalos. Todas com tração traseira. Segundo a montadora o chassi é 24% mais rígido que o da BMW M3 da geração anterior, e a distribuição de peso do carro também se inspira na marca alemã, com 55% na dianteira e 45% na traseira. A versão GT deve acelerar de 0 a 100 em 6 segundos, graças ao motor V6 com válvulas de atuação variável (CVVT) e um novo sistema chamado (VIS), que a montadora diz que melhora a performance em altas e baixas rotações, economiza combustível e mata o mosquito da dengue. Nos EUA a versão GT vai custar menos de US$ 30 mil, similar ao preço do SUV Santa Fé, que custa no Brasil R$ 129 mil. Na Europa a política de preços da Hyundai é ainda mais agressiva, e os concessionários na Inglaterra estão aceitando pedidos a 15mil libras, 2mil a menos que o preço do Subaru WRX. Será que teremos um carro coreano na lista de boas compras? Ainda temos que esperar os testes, mas tudo indica que sim.
Lorenzo venceu sua primeira corrida na MotoGP, cravando também a pole-position e a melhor volta da prova, algo que só havia sido obtido antes por Alex Barros.
O campeonato agora é liderado por Lorenzo e Pedrosa, que chegou em segundo em Estoril, e está empatado com seu desafeto, pelo menos até a próxima etapa na China...
...Porque Valentino, que liderou por onze voltas em mais um pista que não favorece os pneus Bridgestone, e terminou em terceiro, bem a frente de qualquer outra moto equipada com os pneus japoneses, promete que na China vai sair da defesa e atacar os espanhóis.
Stoner teve problemas com a fiação da sua câmera on-board, e teve que lutar contra os fios que hora travavam a embreagem, hora o distraiam batendo na carenagem, mas o sexto lugar está longe das ambições do Australiano e da Ducati.
A performance da Ducati é o assunto da vez no padock da categoria, ocupar as últimas posições com motos satélite ainda vai, mas o desempenho de Melandri na moto oficial é assutador.
O problema pode ser o pneu, mas uma olhada rápida nas velocidades máximas da corrida, que em 2007 era um ponto forte da Ducati, mostra as motos italianas atrás da Honda e Yamaha.
A situação é tão complicada que estão falando em trazer Max Biaggi para testar a Ducati de MotoGP.
E por falar em testes, a Michelin está em negociação com Alex Barros para contratar o brasileiro como piloto de testes.
A Honda postergou a entrega dos motores com válvulas pneumáticas, tecnologia já usada pela Yamaha, e cuja principal vantagem nos motores de MotoGP é obter uma queima mais eficiente do combustível, e consequentemente uma entrega de potência mais suave, para Maio.
A corrida na China daqui a 2 semanas será a hora da verdade sobre as possibilidades de Rossi no Campeonato deste ano, mas seja como for, pelo menos mais 3 pilotos, Lorenzo, Pedrosa, e Stoner estarão em condições de aumentar ainda mais o número de corridas sem vitórias do Italiano.
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